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Domingo, 19 de Julho de 2009

Olhos amigos

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Bem-aventurado quem sabe olhar os outros com olhos amigos, e acolher cada pessoa sem preconceito de cultura, de religião ou de raça.


Bem-aventurado quem se empenha em viver em harmonia com os familiares, os vizinhos, os colegas, os estrangeiros, superando as dificuldades inerentes ao relacionamento humano.


Bem-aventurado quem não cultiva rancores, quem não se importa com palavras e gestos desagradáveis e não constrange os outros a viverem de acordo com os seus próprios costumes.


Bem-aventurado quem se comunica com respeito e com doçura, ouvindo as razões expressas pelos outros, em especial as dos mais humildes.


Bem-aventurado quem é benevolente consigo mesmo, quem convive serenamente com os próprios limites e não se assusta com os limites que percebe nos outros.


Bem-aventurado aquele que sabe levar sempre o bem no intuito de construir um mundo sereno e positivo, no qual cada um possa sentir-se bem.


Bem-aventurado quem sabe acolher o valor das diferenças que caracterizam cada homem e cada mulher, porque eles manifestam o nome com o qual Deus chama cada um de nós.


Bem-aventurado quem cultiva no coração o sonho de deixar emergir as cores das nossas diferenças, para ver aparecer no céu um grande arco-íris, sinal de fraternidade e de paz, que vestirá de luzes e de cores o mundo inteiro.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

15 de Julho - São Boaventura

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Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco.


Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro.


Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias.


Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se a todos os que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.


Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem pelo papa Alexandre IV. Nesse cargo, permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter em equilíbrio a nova geração dos frades, convivendo com os de visão mais antiga, renovando as Regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para tanto dosou tudo com a palavra: para uns, a tranqüilizadora; para outros, a motivadora.


Alicerçado nas teses de santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disso, ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo papa Gregório X, que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa, foi encarregado de organizar o Concílio de Lyon, em 1273.


Nesse evento, aberto em maio de 1274, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido, pessoalmente, pelo papa que o queria muito bem.

 
Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.

SÃO BOAVENTURA, ROGAI POR NÓS!

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Em quem esperar?

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Aprendamos um segredo com o salmista e nunca mais nos esqueçamos dele: “Só em Deus repousa a minha alma, é d’Ele que me vem o que eu espero” (Sl 61,6).

Às vezes, ficamos magoados com as pessoas, deprimidos, decepcionados, amargurados, desanimados, porque esperamos delas o que só Deus pode nos dar. Por melhor que sejam elas, não têm a capacidade de saciar a sede do nosso coração e da nossa alma, porque:

“Só Jesus de Nazaré é capaz de satisfazer as aspirações mais profundas do coração humano” (João Paulo II).

É engano pensarmos que as pessoas são perfeitas, porque não são. Precisamos fazer o exercício de não esperarmos nada de ninguém, a não ser de Jesus. Será um duro exercício, porque, naturalmente, sempre esperamos por alguma retribuição ou iniciativa por parte daqueles com os quais convivemos.

Peçamos a Jesus a graça de termos um coração dependente unicamente d’Ele em todos os momentos.

Jesus, eu confio em Vós!

Por: Luzia Santiago

Domingo, 12 de Julho de 2009

O TEMPO DE DEUS

 

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  • Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Algum intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito.
  • O nadador sorriu respondeu: Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco.
  • Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz.
  • Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo seu precioso sangue.
  • Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus.
  • Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos. Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.
  • Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.
  • Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar.
  • Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar, ou retardar as coisas, pois, tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso...

  • Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

    Com o Maior Amigo à frente, a vida se torna um grande passeio.

     

     

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    No início eu via Deus como um observador, como meu juiz que levara em conta as coisas que eu fazia, para saber se por elas, merecia o céu ou o inferno. Eu estava ai fora como um personagem. Eu conhecia seu retrato, mas não conhecia a Ele mesmo.


    Mais adiante, quando conheci a Cristo, a vida se transformou em um passeio de bicicleta. Era uma bicicleta para dois e Cristo ia na parte de trás ajudando-me a pedalar. Não lembro quando, Ele sugeriu que mudássemos de lugar. Desde então, a vida já não era mais a mesma!


    Cristo faz a vida ser fascinante.
    Quando eu dirigia, conhecia o caminho. Era algo aborrecido e eu já sabia o que iria acontecer.
    Tomava o caminho mais curto entre dois pontos. Quando Ele dirigia, conhecia deliciosos e longos atalhos, subindo e descendo as montanhas através de lugares rochosos a uma velocidade de quebrar o pescoço.


    Tudo o que eu podia fazer era agarrar-me a Ele e agüentar, mesmo que parecesse uma loucura. Ele me dizia: "Pedala"! Eu, preocupada e ansiosa perguntava: Onde me levas? Ele corria e não respondia e eu... comecei a confiar. Esqueci a tristeza da vida e me lancei à aventura, e se alguma vez dizia:
    "Estou assustada, Jesus se inclinava e tocava minha mão.


    Levou-me a conhecer gente que me dava presentes de cura, de aceitação, de alegria e de paz para a nossa viagem. Ele dizia: " Dá esses presentes” e eu os dava às pessoas com quem nos encontrávamos e descobri que dando, eu recebia e que a carga se tornava leve.


    No início, eu não confiava a Ele a direção da minha vida.
    Pensava que podia causar acidente. Mas Ele sabe dar a inclinação perfeita à bicicleta nas curvas fechadas. Saltar grandes pedras, voar para suavizar as passagens perigosas.


    Estou aprendendo a calar-me e a pedalar nos lugares mais estranhos. Estou começando a desfrutar do panorama e da fresca brisa no rosto.


    Ele só me olha, sorri e me diz: "PEDALA "!

     

    jesus_dirige_a_la_familia

    Sábado, 13 de Junho de 2009

    Santo Antônio da Pádua/Lisboa…

    Uma lembrança, uma surpresa, um sentimento, uma alegria, uma partilha, “um Flash”.

    Partilho com vocês  preciosos momentos que vivi em Lisboa, na terra natal do meu tão precioso Santinho Franciscano.

    Bondade infinita do Meu Deus e Senhor.

     

    IMAGENS POR FORA, DA IGREJA NATAL DO SANTO.

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 048           Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 050 

     

    ÍCONES NO INTERIOR DA IGREJA       

     

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 072          Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 073        

             

     

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 074           Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 093      

     

     

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 109                            Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 071

     

    LOCAL DE NASCIMENTO DO SANTO

     

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 076       Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 078    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 081

     

    PIA BATISMAL (ATIVADA AINDA HOJE)

     

    Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 085        Peregrinação Portugal e Itália - Prim. Card 096

     

    FOTOS: de minha autoria

    Saiba mais sobre Santo Antônio : Paulinas on line

    Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

    Do corpo do Senhor

     

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    Disse o Senhor Jesus aos seus discípulos: “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão por mim. Se me conhecêsseis conheceríeis também o Pai. Doravante o conheceis porque o vistes. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta. Jesus respondeu-lhe: Há tanto tempo estou convosco e não me conheceis? Filipe, quem me vê, vê também meu Pai” (Jo 14, 6-9).

     

    “O Pai habita numa luz inacessível” (1Tm 6,16), e: “Deus é um espírito” (Jo 4,26) e “ninguém jamais viu a Deus” (Jo 1, 18). Se Deus é espírito, só em espírito pode ser visto; pois “o espírito é que dá a vida, a carne não aproveita para nada” (Jo 6,63).

     

    Mas também o Filho, sendo igual ao Pai, não pode ser visto por alguém de modo diferente que o Pai e o Espírito Santo. Por isso são réprobos todos aqueles que viram o Senhor Jesus Cristo em sua humanidade sem enxergá-lo segundo o espírito e a divindade e sem crer que Ele é o verdadeiro Filho de Deus. De igual modo são hoje em dia réprobos todos aqueles que – embora vendo o sacramento do corpo de Cristo que, pelas palavras do Senhor, se torna santamente presente sobre o altar, sob as espécies de pão e vinho, nas mãos do sacerdote – não olham segundo o espírito e a divindade, nem creem que se trata verdadeiramente do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atesta-o pessoalmente o Altíssimo quando diz: “ Este é o meu corpo e o sangue da nova Aliança” (cf. Mc 14,22); e: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna” (cf. Jo 6,55).

     

    Por isso é o Espírito do Senhor, que habita nos seus fiéis, quem recebe o santíssimo corpo e sangue do Senhor (cf. Jô 6,62). Todos aqueles que não participam desse espírito e no entanto ousam comungar, “comem e bebem a sua condenação” (1Cor 11,29).

     

    Portanto, “ó filhos dos homens, até quando tereis duro o coração?” (Sl 4,3). Por que não reconheceis a verdade “nem credes no Filho de Deus” (Jo 9,35)? Eis que Ele se humilha todos os dias (Fl 2,8); tal como na hora em que, “descendo do seu trono real” (Sb 18,5) para o seio da virgem, vem diariamente a nós sob aparência humilde; todos os dias desce do seio do Pai sobre o altar, nas mãos do sacerdote. E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós se nos mostra no pão sagrado. E do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20,28), assim também nós, vendo o pão e vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que está presente o santíssimo corpo e sangue vivo e verdadeiro. E desse modo o Senhor está sempre com os seus fiéis, conforme Ele mesmo diz: “Eis que estou convosco até a consumação dos séculos” (MT 28,20)

     

    Fontes Franciscanas (Adm n. 01)

     

    SaoFranciscoMenor

    “E quero que estes  santíssimos mistérios sejam honrados e venerados acima de tudo em lugares preciosos.”

     

    Fontes Franciscanas (Testamento- cap. 26, 11)