terça-feira, 25 de novembro de 2008

27 Novembro - Nossa Senhora das Graças


Esta é a curiosa história de Catarina de Labouré, cujo nome era Zoé e Catarina, seu nome como religiosa. Foi certa vez visitar as filhas de São Vicente e encontra no parlatório o retrato do Padre que vira uma vez em sonhos a chamá-la; e era justamente o seu fundador, Vicente de Paulo. No ano de 1830, nas vésperas da festa de São Vicente de Paulo, a jovem Noviça, por volta de onze e meia da noite, ouve três vezes o seu nome. "Catarina! Catarina! Catarina!..." Catarina assustada, senta-se no leito, e diz: "Estou te conhecendo, és meu Anjo da Guarda!" E o menino lhe diz o seguinte: "Vem a Capela, que Nossa Senhora te espera!" Catarina, teve um momento de hesitação... e disse: "Não posso, vou acordar todo mundo!" Porém o menino a tranquilizou... "Não tenhas medo, todos estão dormindo, vem, eu te acompanho, Catarina!" Então respondeu: "Está bem, vamos." Após terem atravessado os corredores, onde luzes se acendiam e as portas se abriam sozinhas, chegam à Capela, onde derrepente, já pela meia noite, o menino exclama. "Olha Nossa Senhora!" No mesmo instante, Catarina escuta, do lado da epístola, um ligeiro ruído como que roçagar de um vestido de seda e uma Dama muito bela, senta-se defronte do altar.
Catarina se ajoelha, apoia-se em seu regaço, a Dama afaga-se e fala: "Catarina, em qualquer sofrimento, venha falar ao meu coração. Receberás tudo o que precisamos. Filha, confio-te uma missão, não tenhas medo; conta tudo ao Padre encarregado, de guiar-te. Desgraças desabarão sobre a França, o trono será derrubado, Catástrofes abalarão o mundo; Eu estarei contigo. Deus e São Vicente, protegerão as duas comunidades: a dos Padres e as Irmãs de São Vicente." E foi assim que tudo aconteceu. Catarina não soube dizer por quanto tempo ficou junto Dela, que desapareceu como uma sombra. No dia 27 de novembro de 1830, às 5 horas da tarde, a comunidade rezava na Capela. Nossa Senhora manifestou-se novamente a Catarina. Apareceu à direita, justamente no lugar onde se encontra hoje, o altar chamado da Virgem do Globo, onde existe uma imagem de mármore, tentando reproduzir o que a Noviça viu. O Globo que vês, representa o mundo inteiro. Em seguida, seus dedos encheram-se de anéis de pedras cintilantes que a inundavam de luz
E as mãos da Senhora, carregadas das graças sugeridas pelos raios, abaixaram-se e estenderam-se como se vê na medalha, e a vidente ouviu. "Este raios, são símbolos das graças que eu derramo sobre aqueles que as suplicam. Fazei cunhar uma medalha com minha figura de um lado, e do outro, o M do meu nome, encimado por uma cruz, tendo embaixo dois corações, um coroado de espinhos e o outro, atravessado por uma lança. Todos que a usarem com fé, receberão grandes graças. Catarina, foi ao Padre Aladel, seu confessor, e contou-lhe tudo... "Padre, Nossa Senhora me apareceu... Padre, precisavas ver que lindas as graças contidas em suas mãos. Porém, padre Aladel custou a convencer-se de tal visão, e disse: "Minha filha, calma, sejamos prudentes. Por enquanto, guardaremos segredo." Depois de algum tempo, Padre Aladel foi procurar o Arcebispo de Paris e contou-lhe tudo. O Arcebipo disse: "Deus o abençoe, Padre Aladel"
O Padre então contou: "Sr. Arcebispo, após a narração do ocorrido e mediante a tantas graças que vêm sendo derramadas em nossas comunidade, peço a Vossa Eminência a autorização para que sejam mandadas cunhar as medalhas conforme vontade de Nossa Senhora". O Arcebispo, depois de ouvir o Padre atentamente, disse: "Mandaremos cunhá-las logo e trataremos de distribuí-las para que todos as usem. Vá em paz e que a Virgem o guarde. A comunidade, conhecendo a medalha e seus efeitos milagrosas, aos poucos foi difundido à devoção a Nossa Senhora das Graças, que se espalhou pelo mundo.

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."

Oração a Nossa Senhora das Graças

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave Marias. Depois: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.


domingo, 23 de novembro de 2008

Deus fala na hora que precisamos ouvir


Quando o Filho do homem vier na sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e El separará um dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar.” Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e ter vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?” Então o Rei lhes responderá: “Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram.”
Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: “ Afastem-se de mim, malditos. Vão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque eu estava com fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede, e não me deram de beber; eu era estrangeiro, e vocês não me receberam em casa; eu estava sem roupa, e não me vestiram; eu estava doente e na prisão, e vocês não me foram visitar”. Também estes responderão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou sem roupa, doente ou preso, e não te servimos?” Então o Rei responderá a esses: “ Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram. Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.” (MT 25, 31-46)

Não poderia deixar de proclamar a Palavra, hoje, Domingo, dia do Senhor. Este texto do Santo Evangelho veio como um suave perfume às minhas narinas e ao meu coração, pois é parte do que vivo no presente momento.
Percebemos que Jesus fala: “ todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos,...” No final da Celebração Eucarística que participei ainda pouco, o Sacerdote fez este comentário ou esta pequena lembrança, sobre a frase acima transcrita. Falava que Jesus já condena a omissão. Portanto, a omissão em atitudes concretas em determinada situação, já é erro grave.
Estejamos atentos aos pequeninos, indefesos, necessitados, os que sofrem. Muitas vezes nem precisamos ir longe. Basta olhar para o lado e ver que um irmão precisa de um simples carinho, um afago, um abraço, um estar ao lado para ouvir, pois na hora da dor e do sofrimento, somos também pequeninos.
Que o Espírito Santo de Deus nos dê sabedoria, discernimento e purifique nossos corações, para que com olhos espirituais puros, sem a mancha do pecado, possamos ver com os olhos do coração e nos pôr a serviço, dos pequeninos, os quais Jesus se faz presente entre nós.

Momentos, Amigos...


Queria gritar para todo mundo ouvir o que sinto neste momento. Sou o que sou, sem máscaras, sem medo de proclamar a Palavra, sem medo de expor meus defeitos e pecados, também minhas qualidades, assim como qualquer um que vive na face da terra. Também sem medo algum de destroçar esse “bendito” nó que insiste em “quase” me sufocar. Porém, sou mais forte do que ele, pois sou do Senhor e quando sou fraca é porque sou forte, assim disse São Paulo Apóstolo. Alegre ou triste, com nó ou sem nó na vida ou na garganta, com pedras ou sem pedras no caminho, com amigos ou sem amigos, com família ou sem família, com teto ou sem teto, com grana ou sem grana, bem vestida ou maltrapilha..........nada disso importa. O que importa é que sou do Senhor e que Ele tem como templo e morada para sua habitação, eternamente, meu coração. Muitas vezes indigna serva sua, mas sigo meu caminho, segurando, abraçando e arrastando a minha cruz, esvaindo-me em sangue e dor, por vezes só, por vezes ajudada por um amigo, mas na certeza de que somente este sangue que jorra de minhas chagas e do meu coração, é o mesmo que me lava, purifica, restaura, cura e me dá uma vida nova.
Amigos? Quem são meus amigos? Tenho refletido muito sobre isso.
Jesus disse: “Quem são meus irmãos, minha mãe, meus amigos? São todos aqueles que fazem a vontade de Deus.”
Hoje vejo que são esses que estão ao meu lado, que me esperam, lutando contra o sono apenas para perguntar: Você está bem? Você está melhor? Não poderia dormir sem saber como estava! Ou quando acorre alguma eventualidade, enviam-me um torpedo apenas para dizer: estou bem, houve um imprevisto, mas não queria que ficasse preocupada com minha ausência.
É porque sabem que o amor e a amizade são recíprocos e quando sentimos dor, sentimos juntos, quando alcançamos uma vitória, celebramos juntos e por conta da Misericórdia Divina que nos une com seu infinito amor, dá-nos o dom de sentir, mesmo à distância e até sem comunicação, quando estamos bem ou não. Contudo, partilhamos nossas vidas, com orações, brincadeiras, ajuda mútua, mesmo que seja para ficar calado um ao lado do outro, porque sabemos e sentimos a necessidade do silêncio e compreendemos isso. Permanecemos calados e de longe, mas sempre apontando: “estou aqui!” Com um pedaço de pão e um copo d’água, aguardando a hora do desjejum amigo e com toda alegria, apostos como verdadeiros soldados. Porque um conhece a necessidade do outro. Porque aquele que se põe nas mãos do Senhor sabe a hora certa de se aproximar e de se afastar, à espera do chamado amigo.
“Mas o descaso, o “não tô nem aí”, ou o fingir que não estou vendo, ou o “ não vou me meter que isso não é da minha conta”...isso é ser qualquer coisa, menos amigo, porque sabemos que amigo unido pelas mãos do Senhor, ultrapassada todos esses sentimentos mesquinhos do mundo. Porque de Deus vêm o doar-se, o esvaziar-se, o despir-se, o vencer-se a si próprio, o se pôr à disposição do próximo.
Continuo minha caminhada, minha busca incessante pelo Amor que não é Amado, porque só nEle e através dEle, sei que encontrarei e aprenderei a maneira perfeita de Amar. Continuo procurando e perguntando : Quem são meus amigos? Alguns já encontrei e sei que posso contar nos dedos de minhas mãos e ainda sobram. Mas não desejo muitos. Poucos, porém, fiéis e eternos, como os que já tenho. E posso dizer que os amo, com o amor emanado do Coração Sagrado do Senhor Jesus.
E ao invés de gritar, irei louvar-te Senhor, pelos que me deram e que me são tão caros e raros. Cada um tem seu espaço reservado em meu coração, em minha vida e humano algum é capaz de tirar-me o que Tu me deste. Eu te louvo Senhor, porque nos momentos de cruz, pusestes tão preciosos anjos em minha vida. E fazei com que, eu saiba retribuir-te da mesma forma.
Amém!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Nós só adoramos a Deus...Não os Santos


Todos devem estar lembrados daquela cena de alguns anos atrás, quando um pastor levado pelo destempero, deu um chute numa imagem de Nossa Senhora Aparecida. Aquele gesto não só foi ridículo, como foi providencial: até mesmo os que antes viviam acusando a Igreja Católica de adorar imagens e santos, acharam aquilo tão fora de propósito, que exigiram a expulsão daquele pastor e resolveram não atacar mais tanto a Igreja católica. Aliás, hoje as igrejas cristãs não católicas mudaram um pouco sua postura: preferem levar sua vida, organizar sua igreja, do que ficar atacando os outros. Pois bem, mas sempre sobra uma ou outra pessoa ignorante que volta à velha cantilena. Por isto é preciso afirmar, com toda força, que nós católicos sabemos que nossas imagens ou são de barro, ou de cerâmica, ou de madeira... mas são sempre simples imagens, ou seja, são menos do que uma fotografia... são simplesmente uma lembrança de pessoas que souberam amar a Deus e ao próximo. Só e nada mais do que isto. Portanto, nós não adoramos santos nem santas e muito menos suas imagens. A não ser que queiramos entender o “adorar” no sentido utilizado pelos namorados: “eu te adoro”, ou seja, eu gosto muito de você. Mas fora disto... santos e santas foram pessoas como nós, que comiam, dormiam, riam, choravam, tomavam banho, tinham que satisfazer certas necessidades básicas, como nós... enfim, tudo como nós. Só uma coisa os distinguia: sua intimidade com Deus, e através dela, o amor concreto ao próximo. Claro que eram homens e mulheres de oração; claro que também tinham pecados; claro que também tinham momentos de alegria e de tristeza... mas nunca perdiam o rumo, ou ao menos reecontravam o rumo de suas vidas. Eis pois, a importância dos santos e santas para a vida cristã: eles são exemplos, modelos, e uma espécie de fortificante para nossas vidas: diante das dificuldades de qualquer tipo, não desanimem não, pois já houve homens e mulheres que enfrentaram coisas parecidas e que hoje estão na glória com o Cristo Ressuscitado. E mais: não desanimem, pois eles e elas ficam torcendo por nós. Eles e elas estão como que numa arquibancada, assistindo nossos jogos.... ficam torcendo para que todos e cada um de nós sejamos vencedores.

(Pelo Prof. Dr. Frei Antônio Moser)

O Cortejo dos Sedentos


Solene, grandiosa e majestosa a paisagem do deserto. Extensões intermináveis de areia e de pedra, sem vida, sem água, sem verde. Os que atravessam as terras do deserto sentem a tortura da sede, a garganta a lhes queimar, a impressão de que a morte está próxima. Onde encontrar água. Há os caminhantes e viandantes que percorrem a trilha da vida com sede do Absoluto, com desejo de matar uma sede interna que não é saciada com a água do rochedo, nem com a água das cisternas, mas com a água da fonte que é Cristo, com a água do peito aberto do Senhor, água que jorra do mistério adorável de Cristo e sacia a sede de amor, de verdade, de partilha, de lisura que queima o mais íntimo dos que são retos de coração. O Coração do Redentor é fonte de vida.

(Por: Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM)

Oração da Restituição


Senhor Jesus, o único Santo,
abra nosso coração à plenitude de teu Amor
coloca-nos no caminho das Bem-Aventuranças,dá-nos a graça de restituirmos ao mundo uma Pessoa Humana Melhor!

Senhor Jesus, bom Mestre,
ensina-nos o caminho a seguir neste novo tempo
encha nosso coração de agradecimento por
todo o bem que tem feito
em nossa família, em nossas atividades e em nós mesmos,ensina-nos a fazer festa, encantados por teu amor e por tuas maravilhas.

Senhor Jesus, verdadeiro amigo,
dá-nos olhos penetrantes, para esquadrinhar a noite,dá-nos sabedoria que nasce de tua amizade, para saber discernir o que vem de ti,
dá-nos valentia para testemunhar diante da humanidade,
a beleza de seguir os valores do Evangelho.

Senhor Jesus, nosso Irmão,
vem em socorro da nossa fragilidade, para que não nos desanimemos nos momentos difíceis,dá-nos a simplicidade da pomba, para ir entre os povos, e a astúcia da serpente para não sermos subornados pelo mundo consumista e materialista.

Olha-nos com amor, também quando Te esquecemos.

Altíssimo, Onipotente e Bom Senhor,
Te damos graças porque nos pensou,criou e chamouà inspiração franciscana para iluminar as nossas práticas;
te bendizemos porque mantém vivo em nós o propósito de dar um acabamento melhor ao mundo, seguindo os exemplos de Francisco de Assis.
Te louvamos porque, como Francisco,nos tem dado a graça de te descobrir como verdadeiro tesouro de nossa vida. A Ti o louvor, a bênção e toda a honra.

Amém

(autor desconhecido)

domingo, 9 de novembro de 2008

Fidelidade e Igualdade entre irmãos


Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês? - Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro. Os fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus disse a eles: - Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.
(Lc 16,9-15)

As maiores riquezas que devemos cultivar e multiplicar são os valores eternos que buscamos no alto.
Como o nosso maior dom é a Vida e a Vida é proveniente do imenso Amor do Pai, infinitamente misericordioso, coloquemos nossas vidas e o amor que nos foi concedido à disposição de todos que nos cercam, através dos dons que nos foram concedidos para serem multiplicados.
Busquemos sempre olhar para o céu em toda nossa existência terrena, louvando, bendizendo, dando graças e rogando ao Senhor que insira em nossos corações tudo o que precisamos para realizar a sua vontade, que não está nos bens terrenos, mas pura e simplesmente nos bens celestiais. Estejamos sempre ao lado da justiça, dos pequeninos, dos que não se exaltam e se orgulham por coisa alguma, a não ser pela Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estejamos ao lado da verdade, dos desprezados, marginalizados, dos pobres e oprimidos e sempre olhando nos olhos de cada irmão horizontalmente e não verticalmente, olhando de cima. Somos todos iguais, portanto, procuremos tratar todo mundo igual, sem se prevalecer de coisa alguma, nem de status, posição social, cargos, ministérios, raça ou qualquer tipo de serviço, seja ele remunerado ou não. Pensemos sempre nos sentimentos dos outros. Busquemos sempre nos colocar no lugar dos outros e ver que ali bate um coração, que se alegra, sorri, mas que também sofre e chora. Não façamos com o próximo o que não gostaríamos que fizessem conosco.