sábado, 30 de agosto de 2008

O CHAMADO DE DEUS

O chamado de Deus

"Considerai, irmãos, quem sois, vós que recebestes o chamado de Deus: não há entre vós nem muitos sábios aos olhos dos homens, nem muitos poderosos, nem muita gente de família distinta. Mas o que é loucura no mundo, Deus escolheu para confundir o que é forte; aquilo que no mundo é vil e desprezado, aquilo que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura possa orgulhar-se diante de Deus. É por Ele que vós existis no Cristo Jesus, que se tornou para nós sabedoria que vem de Deus, justiça, santificação e libertação a fim de que, como diz a Escritura, aquele que se orgulha orgulhe-se no Senhor." (1Cor1, 26-31)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

COMO VENCER O DESÂNIMO


Como vencer o desânimo

Em certas ocasiões nos sentimos desanimados. Não é uma sensação boa. Normalmente sabemos os motivos que nos levam a ficar com tal sensação. As causas nos são conhecidas.
Um dos principais fatores do desânimo é a decepção. E o que é decepção? Nós humanos, vivemos de planos, nos envolvemos em projetos e nos comprometemos, nos empenhamos em realizá-los; isso em diversas dimensões: profissionais, familiares, na comunidade, enfim, nos meios em que vivemos.
Conforme a quantidade ou tamanho dos projetos que não se realizam, determinam a intensidade da decepção e geram o desânimo. Sobretudo naqueles projetos nos quais depositamos toda esperança, e os recheamos de boas intenções e imaginamos que iríamos dar ótimos frutos.
Mas é da dificuldade que nasce a solução. É nas trevas que nasce a luz. A decepção desanimou os discípulos de Jesus, frustrou-lhes a esperança; eles se dispersaram, pois não lhes era possível entender o filho de Deus morrer na cruz. Todavia, era necessária a morte para haver ressurreição. Só a ressurreição confirmaria a Boa Nova. O que era incompreensível, num primeiro momento, se tornou claro como o dia.
Francisco de Assis diante de fatos decepcionantes ou na dúvida, olhava para o céu e, de braços abertos, perguntava: “ o que queres que eu faça, Senhor?”, e sempre, das mais diferentes maneiras, obtinha resposta; na maioria das vezes, a princípio, não as entendia muito bem. É que os planos de Deus não são os nossos planos, ouvimos essa afirmação constantemente e também a vemos ao longo de toda história da humanidade, mas para nós, assim como para os discípulos e para Francisco, é difícil compreender. E é exatamente nessa hora que temos que perceber a ressurreição e perguntar: “ o que queres que eu faça, Senhor?”, pois a essa pergunta está associada a nossa fé em Deus, demonstra que cremos Nele, e assim, somente assim, teremos a sensibilidade de ouvir a Sua voz a nos dizer: “Não desanimes!”
Fonte: Revista Paz e Bem – OFS DO BRASIL – NOV/DEZ – 2007 (Mário Luís Borgonovi, OFS/SP) – Pág. 28.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

COMO FONTE DE ÁGUA VIVA


Como fonte de água viva

Tenho sentido que quando conhecemos o Amor de Deus e o expressamos, as pessoas ao nosso redor, abertas à graça, são contagiadas por esse Amor.
Um Frade de nossa Família Franciscana, que muito contribuiu no início de minha conversão, falava-me que quando amamos, o nosso coração transborda. E quando sentimos raiva ou rancor, nosso coração explode. Isso é verdade e é fato, pois um coração transbordante de amor pode ser comparado a uma fonte de água viva, que jorra, transborda, lava, torna tudo límpido, transparente e claro. Além de nos tornar saudáveis física e espiritualmente. É remédio para o corpo e espírito. Mas um coração tomado pelo rancor é uma verdadeira bomba-relógio, pronto para explodir a qualquer momento, assim como a pessoa sai de si e perde a razão. Isso sem falar que quem assim está, torna-se mais vulnerável a diversos tipos de doenças, pois está comprovado cientificamente que os sentimentos negativos diminuem a imunidade.
Ao contrário do ser humano, a natureza e toda criação sempre estão abertas a graça, pois são puras e isentas de qualquer tipo de maldade e negatividade. Mas assim como nós, ela sente a ação do homem e necessita de cuidados, proteção, carinho e amor, senão não sobrevivem. Em Gênesis, o Senhor nos diz que dominemos toda criação. Porém, não no sentido de posse, mas de administrá-la em favor da humanidade.
Amo fervorosamente e com toda alegria de espírito tudo que me foi concedido pelo Altíssimo, começando por minha vocação, assim como dizia Santa Clara – “a maior graça que me foi concedida pelo Pai das Misericórdias foi a minha vocação”.
Meu coração transborda no infinito Amor de Deus e com isso me foi concedido ver e contemplar o extraordinário, pois meus olhos estão fixados no olhar do Pai, buscando a realização de sua vontade. E o Senhor nos mostra a sua fidelidade, quando diz: “ Vocês verão ainda coisas muito mais extraordinárias que eu farei”.
O Senhor me concedeu conhecer o seu Amor através de situações vividas e pessoas que puseste em minha vida, que se abriram tão apaixonadamente ao seu Amor, que nada mais as agradam e as fazem tão felizes, quanto servirem apaixonadamente ao seu próximo e perseverarem até ver o resultado alcançado. É Deus se fazendo presente no coração humano. É amor, amizade, generosidade, compaixão sem medida. É a mais pura vivência da palavra: “Quem recebeu de graça, dê também de graça.”
Creio que a vivência da Palavra nos deixa com uma sensação de “maravilhamento” profundo diante de toda realidade criada pelo Altíssimo, que nos purifica e faz transbordar de tal forma, que tudo isso “arrasa” (no bom sentido) nossos corações de forma avassaladora para nos levar ao encontro definitivo com o Pai.
Agradeço a Deus por ter hoje, ao meu redor, irmãos que transbordam neste mesmo Amor e que ocupam um lugar escolhido por Ele em meu coração. Ele que nos une por obra de suas santas mãos e humano algum nem força alguma é capaz de abalar. Agradeço por me ter concedido participar da transformação da realidade criada por Ele e transformada negativamente e vergonhosamente pelo homem. Agradeço por hoje fazer parte da construção de seu Reino de Amor. Agradeço porque me foi concedido ter outra vida após esta.

A ARTE DE CALAR


A Arte de Calar

“O silêncio é um momento vivificante de graça,
em que a criatura se cala, mas o Espírito fala.”

Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera uma palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando Deus nos fala no coração, é silêncio.
Calar diante do mistério que não entendemos, é sabedoria.
(autor desconhecido)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ORAÇÃO


Oração

Sejamos todos ramos autênticos,
Ricos em cachos,
Da vinha de Jesus, acolhendo-O em nossas vidas:
Como Verdade – para dizê-la;
Como Vida – para vivê-la;
Como Luz – para sermos iluminados;
Como Amor – para sermos amados;
Como Caminho – para percorrê-lo;
Como Alegria – para dá-la;
Como Paz – para espalhá-la;
Como Sacrifício – para oferecê-lo às nossas famílias e ao nosso próximo.
Ó Jesus, liberta-me
Do desejo de ser amado,
Do desejo de ser elevado,
Do desejo de ser honrado,
Do desejo de ser louvado,
Do desejo de ser preferido,
Do desejo de ser consultado;
Do desejo de ser aprovado;
Do desejo de ser celebrado;
Do medo de ser desprezado;
Do medo de ser censurado;
Do medo de ser caluniado;
Do medo de ser esquecido;
Do medo de ser lesado;
Do medo de ser ridicularizado;
Do medo de ser suspeitado.
Amém!

Madre Teresa de Calcutá.

AMAR


Amar


“O amor tudo desculpa,
tudo crê, tudo espera,
tudo suporta.” (1Cor13, 7)

Uma esposa foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava seu esposo e que pensava em separar-se.
O sábio escutou-a com atenção. Depois, olhou-a nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:
- “Ame-o”. E logo se calou.
- “ Mas já não sinto nada por ele!”
- “Ame-o”, disse-lhe novamente o sábio.
E diante do desconcerto da senhora, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:
- “Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor.
O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparada porque virão pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame seu cônjuge, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire-o e compreenda-o.
Isso é tudo, terminou o sábio.”

terça-feira, 26 de agosto de 2008

SOMOS SERVOS E NÃO SENHORES


Somos servos e não senhores

Vivemos num mundo onde as pessoas dão demasiado valor à autoridade e ao poder. Na maioria das vezes esse desejo ocorre de forma negativa porque quem assim o quer, quando consegue, administra de forma a dominar, a subestimar, desvalorizar e até humilhar quem permanece numa posição inferior. Pois àqueles sentem necessidade de autoridade e poder para dominar e não administrar o objeto de desejo para o bem do próximo.
Muitas vezes até, o desejo de poder sobrepõe a própria remuneração, pois o ego se exalta e a pessoa se vangloria e se orgulha de estar numa posição “supostamente” superior, pois sente que quem é mais, pode mais.
Por outro lado, o desejo de poder e autoridade podem ser vistos de forma positiva e construtiva, visando a administração do objeto de desejo para o bem do próximo. E isso ocorre quando quem o adquire, põe-se a serviço, como se estivesse na posição de quem está abaixo de si, e assim o faz com amor.
“Aqueles que foram constituídos acima dos outros se gloriem tanto deste ofício de prelado como se estivessem sido destinados ao ofício de lavar os pés dos irmãos.” (admoestações 4,2 – Fontes Franciscanas)
Francisco, com efeito, concebe a autoridade como serviço, simplesmente porque assim é dito no Evangelho. Jesus, o Filho de Deus, veio para servir. Francisco designa de ministros, ou seja, servos, os que são colocados à frente dos irmãos.
“Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e servo de todos”. (Mc 9, 35)
E assim deverá ser entre nós. Caso contrário, estaríamos sendo maiores que o próprio Deus, que é Rei e Senhor. E estaríamos no caminho da perdição.
A natureza serve. A irmã água, tão preciosa, humilde e casta, lava e dessedenta. A nossa mãe terra produz frutos para a vida dos animais e dos humanos. A lei da vida é a do serviço.
Servir é a mais sublime maneira de amar. Cuidemos, pois, de estarmos apostos como verdadeiros soldados de Cristo, prontos para a batalha. Se for preciso até, humilhemo-nos, para que Ele nos exalte.